EXCERTOS DE UTOPIAS E DISTOPIAS

 Inicialmente discorre sobre o cenário prospectivo entre a educação e as tecnologias digitais de informação e comunicação no contexto hodierno, a partir de dados de pesquisas brasileiras e internacionais. Na segunda parte, rememora e problematiza algumas ideias de Ivan Illich, especialmente a de uma sociedade sem escola e a aprendizagem em rede e se esta utopia já se concretizou. Por fim, expõe sobre as utopias e distopias nas relações entre educação e as tecnologias digitais de informação e comunicação.

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No dia 03 de abril de 2010, a empresa Apple Inc. lançou o que viria a ser um dos maiores ícones de entrada da tecnologia na vida cotidiana e educacional do século XXI: o lançamento da linha de tablets denominada de iPad. Tendo à frente o seu principal executivo, Steve Jobs, a Apple Inc. preconizava que essa tecnologia iria mudar significativamente a vida das pessoas, da educação, do trabalho e da sociedade. De certa forma, a afirmação feita pela empresa encontrou algum espaço de concretude ao se perceber que esse lançamento catalisou a produção e o consumo de uma série de produtos similares ao redor do mundo e abriu uma segmentação poderosa de serviços e produtos ofertados para o ambiente educacional.

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Contudo, existe um aspecto peculiar sobre esse evento que aponta, em alguma medida, para o interessante paradoxo tecnológico pelo qual passa a educação nesses tempos hodiernos. Nesse mesmo evento de lançamento, o jornalista e colaborador do jornal The New York Times, Nick Bilton, entrevistando o então CEO da Apple Inc., Steve Jobs, lhe comentou, em tom informal, que seus filhos deveriam gostar muito de utilizar o produto lançado pela Apple Inc. em sua residência. Em tom formal, Steve Jobs informou que os seus filhos não possuíam esse recurso tecnológico em casa e que o uso de tecnologias no cotidiano familiar era limitado e acompanhado de perto. 

Espanto posterior a essa afirmação foi identificado, quando o mesmo jornalista constatou que outros grandes executivos da área de tecnologia também realizavam essa mesma prática, como Cris Anderson (Wired), Evan Willians (Twitter), Bill Gates (Microsoft), Greg Hochmuth (Instagram) e outros nomes desse círculo (Alter, 2018Bilton, 2014).


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